Melhor Amigo (para o Felipe)
Suas patas tão ligeiras
De um gordinho bem piloso
Vêm manhazinha arranhar
O canto triste do meu rosto:
Transforma-o todo em esgar
Para em fim roubar um sorriso!
Suas orelhas que pulam pesadas
Nessa doce espectativa
Visam por fim encontrar um amigo
(Não sem muita saliva).
Seu rabinho frenético
Arrebita ao menor movimento.
Entre os tufos, o olhar atento
esperança de mágico momento...
Ah, olhinhos tão brilhantes!
Parece trazer uma mensagem.
A vida é nova, a cada segundo
Alegria de doce passagem.
Por baixo de seus pêlos me pergunto,
Quando encostas maroto o focinho molhado:
Onde será, será deste mundo
Donde vêm o cão que vela meu sono, calado?
quinta-feira, 20 de março de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
