Inunda-me de estrelas
Faz ventar minhas lembranças
Inventa em mim idéias de nuvens
como as que exalam cheiro de coração
úmido e rubro
odor quente e molhado nas mãos
Invada os muros
até transbordar-me de pontes e furos
liqüida as rochas
faz brotar flores insistentes
Rebenta ternamente a concha cega
Obtusa janela de grades envolta
Torna-me, terna-me
Faz sangrar abundante
Para que eu não mais exista:
apenas a imensa certeza de viver.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
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