Perversa pergunta!
A tristeza é onda é mar
Por que estás triste?-perguntas
pela não-razão que o vento
há de ventar
Emoção colorida
dolorida
não escolho nem mando
Quanto mais procuro, encontro
não consigo não calar
Doce amiga
atravessa as veias do coração
Passa por mim despercebida
murmúrio quente, distante canção
Lava leve o meu pensar
escorre dos olhos a dor do mundo
Faz belos os campos
Profundo
Revela a vida e sua perda
Torna rio em seu passar.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Semente
Quando abris-te teus olhinhos pequeninos
dentro dos sonhos meus
vi que o mundo é largo ninho
para cuidar dos seus.
De repente seu sorriso
riu-se todo em seu olhar
e me disse bem baixinho:
_amor é canto de ninar...
Dorme, dorme minha criança
e espera o sol nascer
Dorme, dorme
como lembrança
filho meu que quero ter.
dentro dos sonhos meus
vi que o mundo é largo ninho
para cuidar dos seus.
De repente seu sorriso
riu-se todo em seu olhar
e me disse bem baixinho:
_amor é canto de ninar...
Dorme, dorme minha criança
e espera o sol nascer
Dorme, dorme
como lembrança
filho meu que quero ter.
No dia em que vi pássaros
Certa vez, vi pássaros.
Vi pássaros em uma passarada só.
E vi sonhos e vôos
num instante, pássaros, tantos!
em um pássaro apenas.
Vi pássaros em uma passarada só.
E vi sonhos e vôos
num instante, pássaros, tantos!
em um pássaro apenas.
Pausa
Procuro nos caminhos fluviais dos olhos
em meio a turvas águas
encontrar os outros mundos.
Como é rara a alegria que brota do riso
sem palavra
sem razão
sem nada.
em meio a turvas águas
encontrar os outros mundos.
Como é rara a alegria que brota do riso
sem palavra
sem razão
sem nada.
Rogativa
Inunda-me de estrelas
Faz ventar minhas lembranças
Inventa em mim idéias de nuvens
como as que exalam cheiro de coração
úmido e rubro
odor quente e molhado nas mãos
Invada os muros
até transbordar-me de pontes e furos
liqüida as rochas
faz brotar flores insistentes
Rebenta ternamente a concha cega
Obtusa janela de grades envolta
Torna-me, terna-me
Faz sangrar abundante
Para que eu não mais exista:
apenas a imensa certeza de viver.
Faz ventar minhas lembranças
Inventa em mim idéias de nuvens
como as que exalam cheiro de coração
úmido e rubro
odor quente e molhado nas mãos
Invada os muros
até transbordar-me de pontes e furos
liqüida as rochas
faz brotar flores insistentes
Rebenta ternamente a concha cega
Obtusa janela de grades envolta
Torna-me, terna-me
Faz sangrar abundante
Para que eu não mais exista:
apenas a imensa certeza de viver.
Tu que ouves as ondas do mar
Tu que ouves as ondas do mar
Que sentes a luz fina do sol
Pelas frestras da alma
Escuta também
A imensidão que paira ao redor
Esse som que inunda
Nas profundezas dos teus pensamentos.
Que sentes a luz fina do sol
Pelas frestras da alma
Escuta também
A imensidão que paira ao redor
Esse som que inunda
Nas profundezas dos teus pensamentos.
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